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cód.: 2026529920

Ser e não ser sereia (pré-venda)

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 Informações complementares
Ficha técnica
Título: Ser e não ser sereia
Autora: Louise Salomé
Gênero: Poesia
Ilustração da capa: Hyndira Borba
Foto da autora: Thais Alemany
Ano de publicação: 2026
Edição: 1ª
Dimensões: 14 x 21 cm
Acabamento: brochura
Número de páginas: 152
ISBN: 978-65-83074-72-0
 
 
 
Sobre a autora:
Louise Salomé escreve desejos e desenha palavras. Dança com a pena e nanquim. Subverte a caligrafia virando o risco do avesso, levando a palavra ao rabisco misterioso do que já teve sentido. Artista visual, filósofa, escritora, mestra e doutora em literatura (UFSC). Seus livros pela editora Estúdio Sem Prelo: La petite mort (2021) e Travessia de Salomé, escrever o erotismo (2019) além de ensaios, poemas e contos, trazem um mix de extensa pesquisa teórica que vai da psicanálise à autoficção. Mediação Literária: Lendo Elas (2023). Roteirista: Cabine 103 (2024). Produção: Mulheres que escrevem (2024) + Erotismo e Censura (2025) + Cabaret Tutti Frutti + Sarau Desejo (2025). Residente na RAM-Residência audiovisual do mar (2025). Aulas ministradas: Escrita de invenção (Sci-fi Floripa 2024), Erotismo literário, veneno ou antídoto? (Uníavan 2022), Escrever e publicar na pandemia (Sarau Quintal 2022), Sobre Minha mãe, de Georges Bataille (a psicanálise vai ao cinema, Badesc 2018), Erotismos, literatura e psicanálise (Café filosófico 2014). Curadoria e produção da Mostra de videopoemas (Ateliê flutuante 2024) e (erotismo e censura 2025).
 
Depoimentos:
"Entre o sal e a ferida
Eros é doce e amargo porque nasce daquilo que nos falta. É sobre isso que Louise Salomé versa em quase todos os poemas. A poeta percorre o caminho do que permanece sempre além do alcance das mãos, ela habita a distância acesa entre um corpo e outro, o território diáfano do intervalo entre
Ser e não ser sereia.
Ser e não ser corpo.
Ser e não ser desejo.
Ser e não ser palavra.
Os poemas são servidos com vinho fresco, figos em flor, nanquim derramado, marés, cabelos cortados, cigarros acesos na madrugada e o sol carregado entre as pernas.
A sereia é uma condição de existência. Vive na fronteira, nas transparências, demorando-se em dois mundos que se atravessam, esgueirando-se nos intervalos. Como se carregasse, leve, a maldição e o privilégio da travessia, sem nunca chegar derradeiramente à terra ou sucumbir ao mar.
Ela avança e recua.
Diz e desfaz.
Entrega-se e se recolhe.
Cada poema nasce de um instante em que algo tenta ganhar forma e, ao mesmo tempo, resiste a tornar-se definitivo.
O desejo busca expandir-se no corpo do outro. O corpo amado surge como paisagem, tempestade, falésia, vinho, oceano, fumaça. Nunca objeto apreensível. Sempre mistério, escorrendo lento das mãos.
E por isso, os poemas nos deixam, também, um gosto de liberdade, e não a abstrata dos discursos. Trata-se aqui da liberdade da carne que insiste em existir, apesar das censuras, das moralidades estreitas, dos enquadramentos impostos ao feminino, ao desejo e à arte.
É um corpo que escreve.
E escrever é uma forma de despir-se.
Com a coragem de sustentar a vulnerabilidade do desejo.
E de permanecer diante do próprio espelho.
Olhando a própria nudez sem desviar os olhos.
No mais, é tudo muito aguado, uma viscosidade que permeia sereias, mares e marés, Como ondas, os poemas retornam inúmeras vezes, os textos escorrem, dissolvendo fronteiras entre poesia, diário, ensaio, narrativa, confissão, sonho e manifesto.
A autora transforma-se diante de nós, página após página, numa criatura anfíbia que aprende a respirar simultaneamente na água do sonho e no ar da linguagem.
A pergunta que antes era ser ou não ser sereia, torna-se outra:
Como continuar habitando essa margem de pura incompletude?
E talvez seja por isso que este livro permaneça vibrando depois da última página.
Porque não oferece respostas.
Oferece mar.
Oferece mais."
- Luciana Tiscoski
 
 
"Morada da escrita é lugar invisível, supomos que seja mar
Por onde a sereia desliza em seu fôlego irrestrito
Espaços entre os sentidos e sentires da tinta no vinho
Que é corpo retesado da modelo viva
Que ouve estática o canto da sereia
E pousando entre sedas e peles sonha que escreve
Pobre modelo
Seus saberes de musa-matriz não passam pelo pincel da artista
Rabiscada em detalhes, para o tempo
Escorre em letras embaralhadas
Enquanto no fundo de si, pensa em
Ser
E
Não
Ser
Sereia."
- Ibriela Bianca Berlanda Sevilla
 
 
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