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cód.: 2024383387

Queda de braço no tabuleiro de Deus

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 Informações complementares
Ficha técnica:
 
Título: Queda de braço no tabuleiro de Deus
Autor: Luiz Divino do Lago
Gênero: Romance
Capa: Marcelo Nunes
Ano de publicação: 2024
Edição: 1ª
Número de páginas: 100
Dimensões: 14 x 21 cm
Acabamento: brochura
ISBN: 978-65-981635-4-9

 

Sobre o autor:

Luiz Divino do Lago nasceu em Campestre, MG, em 17 de julho de 1956. Escreveu em 1998 o romance O Viajador, publicado pela Editora Litteris, do Rio de Janeiro. Publicou recentemente o livro de contos Natalie disse boa sorte aos mendigos, pela Editora Penalux. Além de escritor,  é também roteirista, cineasta e compositor. Escreveu e dirigiu um longa e um média-metragem, além de curtas experimentais. É formado em Produção Audiovisual e pós-graduado em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da UNESP.  

 

O que se disse sobre o livro:

Prepare-se. “Queda de braço no tabuleiro de Deus” vai mostrar a cidade de São Paulo de uma forma que pouca gente viu ou imaginou. Não se engane, porém: aqui não há lugar para sedução. Esqueça a megalópole turística, a cidade do dinheiro, a metrópole que não pode parar nunca. Ela para, sim, para ser vista, amada e odiada por um andarilho que a desvenda para além de seus arranha-céus. Aqui estão a Estação da Luz, a Praça da Sé, as avenidas Santos Dumont, Tiradentes e Cruzeiro do Sul, o bairro do Ipiranga, os fétidos e poluídos Tamanduateí e Tietê, e os que povoam esse universo: os moradores de rua com suas camas de papelão, os bêbados, vagabundos, as putas, o borracheiro madrugador em seu estabelecimento meia-boca, os desocupados que se aglomeram em volta de uma fogueira, os que não precisam de motivo para iniciar uma pancadaria, o inevitável boteco da esquina e seu dono de avental sujo, os copos de cachaça emborcados quase o dia inteiro. Numa palavra: os chamados “invisíveis”, essa gente que, sem que percebamos, fazem o mundo girar e ser como é, com suas injustiças e desigualdades que poder público nenhum consegue solucionar. Assim é a maior cidade do país, a capital mais rica e mais celebrada, na história dilacerante narrada por Luiz Divino do Lago, que já mostrou conhecer o tema em sua coletânea de contos “Natalie disse boa sorte aos mendigos”.

Com uma escrita vertiginosa e um poderoso senso de ritmo, acompanhamos as andanças do personagem-narrador pelas ruas, avenidas e becos da cidade. A história começa com um inventário (que não é uma lista de posses qualquer) — estão nessa contabilidade as peças organizadas e prontas para o jogo, isto é, para a queda de braço no tabuleiro de Deus. Preste muita atenção no embate: será emocionante.

Mário Baggio

 

 

NA ROÇA, COISA MAIS ESTRANHA ACONTECENDO...

...é a leitura deste livro dolorido de Luiz Divino do Lago, "Queda de braço no tabuleiro de Deus", edição da Nauta. Digo que é estranho porque, aos 72 anos, com a vida tranquila que hoje levo, passando fins-de-semana (como este) na roça, fica discrepante lembrar o horror de São Paulo - capital, onde passei dias de dureza e de pesadelo achando que, se ficasse lá, pouco seria além de um mendigo sonhando com uma ascensão social impossível dentro daquele sinistro "capetalismo" todo. Desde que pisei lá, nuns poucos dias nos anos 1980, tudo que quis foi sair de lá.
O livro de Divino do Lago traz aquela atmosfera de dureza, feiura da periferia, vidas sufocadas e agressivas, e machões terríveis lutando pela sobrevivência. Tudo isso foi tema de seu excelente livro de contos, "Natalie disse boa sorte aos mendigos", que li com muito interesse. mas esse "Queda de braço..." não rebaixa o tom e o episódio do nordestino voador é muito forte em termos simbólicos. Vou avançando na leitura, mas de vez em quando paro para olhar a placidez da paisagem ao meu redor, sentir o ventinho benfazejo nas bananeiras, e dar graças a não sei quais deuses por nunca ter me fixado naquele horror de metrópole.
A orelha de Mario Baggio, contista que da crueldade da vida paulistana entende muito, já nos prepara para este livro: "Esqueça a megalópole turística, a cidade do dinheiro, a metrópole que não pode parar nunca. Ela para sim, para ser vista, amada e odiada por um andarilho que a desvenda para além de seus arranha-céus..."
Vale conhecer o livro de Divino do Lago, com uma prosa sempre contundente que não faz concessões à fofura piegas. Está aí um autor que viu muito horror de perto e não quer ser senão realista.

Chico Lopes

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