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cód.: 2024399410

Não espera colheita quem semeia pássaros

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Ficha técnica:
Título: Não espera colheita quem semeia pássaros
Autor: Clei Souza
Gênero: Poesia
Capa: Marcelo Nunes
Ano de publicação: 2024
Edição: 2ª
Dimensões: 14 x 21 cm
Acabamento: brochura
Número de páginas: 116
ISBN: 978-65-982692-7-2

 

Sobre o autor:

Clei Souza é Doutor em Estudos Literários e Professor de Literatura pela Universidade Federal do Pará, poeta, contista, crítico literário, letrista e artista visual. É autor do livro de poemas Poema pássaro e outros versos migratórios (Fundação Cultural do Estado do Pará, 2016) e do livro de contos O suicidado e outras histórias (Mezanino Editorial, 2021). Foi vencedor de diversos prêmios literários no Pará, entre eles os prêmios Inglês de Souza e Dalcídio Jurandir.

 

Sobre o livro:

Hilda Hilst dizia que é impossível – e inútil – explicar a poesia. Talvez ela tivesse razão: tudo que podemos fazer, na tentativa vã de explicá-la, é tangenciá-la, enumerar qualidades e defeitos da forma, adivinhar influências. Mas o âmago, o que nos toca, é inescrutável. O que importa é o que ela nos faz sentir. O poeta é, portanto, o detentor da metafísica na literatura, ou aquele que se utiliza da palavra para ir além da palavra – ou, conforme lemos aqui no poema “Folia”, alguém que foi beijado por “um deus enlouquecido” e, desde então, “as palavras foram se descolando da superfície das coisas”.

A poesia de Clei Souza é exatamente isso: além da forma elegante e precisa, há um autor sensível e atento a profundidades. Quem mais, senão um poeta, enxergaria leveza em um parricida (“A caminhada”), ou veria beleza em urubus flanando, “como quem flutua num rio aéreo” (“Urubus planando antes da chuva”)?

A sua poesia é embebida na mais alta literatura (são muitas as alusões a Shakespeare, por exemplo) e na filosofia, como quando ele rememora Heráclito em “Praia da princesa”, ou no belo e breve poema “Navegar”, onde ele ao mesmo tempo evoca os Evangelhos e a obra-prima de Herman Melville, e estabelece a condição ontológica do homem: um ser que deseja o impossível.

Este livro, que já está em sua segunda edição, certamente coloca Clei Souza lado a lado com os grandes autores que estabeleceram a rica tradição literária do Pará.

Marcelo Nunes

 

 

Clei Souza escreve como quem mobiliza signos transpostos à realidade poética da paciência. A causa e o efeito arrastam a palavra a outros significados, por isso instáveis, e exigem no movimento da escrita o desprendimento do pragmático, que é fonte da lógica do atual, para que se habite em outras temporalidades.

Semear pássaros seria plantar em terra estranha algo de natureza diáfana, mas sedimentada no que é fundamental na literatura, o labor com a linguagem. Os sentidos são revoadas e, para habitar nelas, é preciso ir ao centro, à palavra, depois ao que ela significa em sua mais ampla incompletude. Colhe-se, disso tudo, outra ordem da vida.

Rafael Azevedo

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