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cód.: 2023353064

ALGOL

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Ficha técnica:

Título: Algol
Autor: Kleber Lima
Gênero: Contos
Capa: Marcelo Nunes
Ano de publicação: 2023
Edição: 1ª
Número de páginas: 82
Dimensões: 14 x 21 cm
Acabamento: brochura
ISBN: 978-65-980613-4-0 

 

Sobre o autor:

Kleber Lima. Bibliotecário.

Nasceu em Teresina (PI), em 1984.

 

Sobre a obra:

Quando eu recebi o original de Algol, de Kleber Lima, li maravilhado estes contos sombrios e profundos, escritos com as entranhas, e logo me veio à mente uma série de escritores ditos "malditos", e lembrei-me de Lautréamont, Augusto dos Anjos, Céline... Na minha primeira mensagem a Kleber, perguntei-lhe sobre as suas influências. Acertei Lautréamont. Mas a ele o autor somou ainda Franz Kafka, Bruno Schulz, Maura Lopes Cançado, Juan Carlos Onetti e Dostoiévski. A escrita de Kleber Lima é repleta de fantasmas, fantasmas literários ou imaginários (quiçá reais), mas ela também possui uma força própria, um pathos e um léxico singulares.

Sobre o título, Algol é uma estrela fixa, também conhecida como Beta Persei, a segunda mais brilhante da Constelação de Perseu, representando a Cabeça da Medusa, a górgona que na mitologia grega foi decapitada por Perseu. Seu nome deriva do árabe al-Ghul, ou "o Demônio", e durante séculos ela foi relacionada ao obscuro e ao mau agouro - embora, como nos lembra Kleber, "onde há muita escuridão, há muita luz".

Aliás, é por esse prisma que se deve compreender toda a literatura dita maldita, que remonta a Marquês de Sade. A extrema crueldade muitas vezes denota, inversamente, um desejo de pureza - uma pureza há muito perdida, ou jamais possuída, a própria natureza decaída do homem. Mergulhar na alma humana, em busca de respostas, é deparar-se com o absurdo da existência. Mas é desse desespero que esses autores chamados de "malditos" (insisto nas aspas para denotar a inverdade), encontram o seu escape, um instante de iluminação, como descreve tão bem Kleber Lima: "No lugar do coração, um relâmpago ao contrário, da terra para o céu (...)"

Marcelo Nunes

 

Trecho da obra:

"Minha posição é esta:

– Não estou escrevendo. 

Estou erguendo um corpo imenso, coberto por chamas; estou friccionando frestas vermelhas nas testas das pessoas; estou deslocando o vento por trás da pupila; estou coligindo monstros em berçários cotidianos; estou escorregando a língua por entre gotas azedas de orvalho; estou aliciando um púbis cerúleo; estou anotando num caderno velho a lábil trajetória das janelas que se abrem durante as noites insones; estou marcando objetos com pedaços de pele contingente da multidão; estou desembaraçando silêncios enovelados em plena boca de cães; estou apedrejando vidraças embaçadas atreladas ao olhar; estou rente aos lapsos irrefreáveis desembocados do desconforto e da inaptidão; estou costurando uma mão à outra, uma cabeça à outra, uma cor à outra – retalho ambulante, assente o mundo."

(Do conto "Algol")

 

 

Nota: na capa do livro vemos um detalhe da escultura "Perseu com a cabeça da Medusa", de Benvenuto Cellini, obra realizada de 1545 a 1554, que se encontra na Loggia dei Lanzi, em Florença, na Itália. 

 

 

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