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O cheiro dos homens

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 Informações complementares
Ficha técnica:
Título: O cheiro dos homens
Autor: Marcos Samuel Costa
Gênero: Romance
Capa: Marcelo Nunes
Imagem da capa: Egon Schiele
Ano de publicação: 2025
Edição: 1ª
Dimensões: 14 x 21 cm
Acabamento: brochura
Número de páginas: 164
ISBN: 978-65-83074-40-9
 
 
Sobre o autor:

Marcos Samuel Costa é poeta, contista e romancista. Venceu o Prêmio Dalcídio Jurandir com o romance homoafetivo O cheiro dos homens (Imprensa Oficial do Estado do Pará IOEPA, 2022), o primeiro lugar na categoria conto do Prêmio Uirapuru de Literatura com o Sol forte na pele (Editora Folheando, 2022) e o Prêmio Literatura e Fechadura com o livro de poemas No próximo verão (Editora Folheando, 2020). Foi semifinalista do Prêmio Oceanos 2024 com o livro de poesia Os Desertos (Folheando).

 

O que se disse sobre o livro:
Se há algo amazônico em Marcos Samuel é sua poesia: de imensidão sígnica, de serpentear sensual, de exuberância de vida escondida sob as sombras de uma floresta selvática e profusa de sentimentos universais e dolorosos. A evidência maior dessa alegação está em O cheiro dos homens. Debaixo das camadas de prosa, que constituem o corpo carnal desse livro, revela-se uma poética rigorosa, rediviva no substrato da linguagem e capaz de sustentar a trama e doar magia ao realismo das personagens. 
A literatura desse autor se funda na pele, no suor, no que faz da nossa organicidade, desejo; da nossa biologia, arte; do sexo, um poema de amor. Tudo é descoberta em sua escrita, e então tudo se torna mapa numa cartografia de ausências, e de encontros. 
A trajetória ascendente de Marcos Samuel é reveladora do talento e da sensibilidade de sua palavra, mas é na justeza formal e na disciplina de trabalho que ele evidencia a paixão e o respeito com que trata a literatura e a poesia. É preciso coragem para avançar as linhas vermelhas e escrever no desconforto dos traumas. É justamente nessa geografia que Marcos Samuel brilha.
- Jr. Bellé
 
As palavras fluem como os rios, e têm cheiros: cheiro das águas, cheiro de fruta (a manga no pé, a goiaba na geladeira, a cupuaçu que deixa gosto na água), cheiro de peixe podre, de suor, de sexo, cheiro de homem. O escritor Marcos Samuel Costa, em seu romance O cheiro dos homens, nos conta sobre um menino (naquele tempo eu ainda não era homem, eu era garoto) e sua jornada – que se inicia na infância com a família em uma casa longe do centro em uma pequena cidade na região Norte do Brasil, segue com a mudança para a capital, a ida à faculdade – as tristezas e as alegrias, as frustações, os percalços, os desafios e as realizações – até a conquista de uma posição no mundo, livre da imposição de usar máscaras, de esconder seus desejos e anseios; deixando definitivamente a família na qual era o “filho” para constituir seu próprio núcleo familiar.”
- Jozias Benedicto
 
O trajeto sinuoso percorrido pelo menino que vai se tornando Homem e tem por guia o olfato que experimenta e, por isso, vai se tornando agudo. Do interior à capital, da escola à universidade, das descobertas, das incompreensões, dos enfrentamentos... tudo vai sendo conduzido pela mão sensível do escritor. Aproveitando o toque moderno, dado ao tema de fundo, digo que O cheiro dos homens é uma ressonância magnética, da alma. Pois vamos lê-la. Parabéns, Marcos Samuel!
- João Bosco Maia
 
É abril, ou quase, e vejo-me impactado pela leitura de três livros que demonstram a diversidade e a força de literatura desta ilha de comoção literária chamada Pará. Começo por Marcos Samuel Costa e o romance de ressignificação autobiográfica O cheiro dos homens, prêmio Dalcídio Jurandir de romance, edições IOEPa, 2020. Marcos, embora de pouca idade, domina o verbo com desenvoltura e sofisticação de imagens, construídas com sensibilidade e beleza. Acompanho a escrita desse autor desde cedo e vejo o quanto ele evoluiu em sua forma de construção: uma literatura que chama o leitor para dentro de seu universo ressignificado, o interior da Amazônia, repleto de minúcias provocadas pelos sentidos, sobretudo o olfato (mas não só). Outro encanto é o livro Máquina, de Eleazar Carrias, editado pela Urutau. A Máquina é coletânea de poemas, fragmentos de vida realinhadas em linguagem metafórica, encantadora. O cotidiano refeito, poema a poema, cinge o olhar de observação do mundo e serve de filtro para a matéria de poesia. Gosto imenso do metapoético que se insinua ou explicita nos textos de Carrias. Dito isto, está claro que ele é um dos nossos poetas mais promissores, em processo de franca maturidade, em que pese sua pouca idade. "Máquina" me remeteu a algo de um certo "comboio de cordas que se chama coração"... E finalmente, quero encerrar está conversa com o Chão de exílio, de Wanda Monteiro, Amo! Editora, que é coletânea de fragmentos de memória, materializados em pequenas narrativas. Wanda escreve como quem se purifica e assim expurga as dores de uma trajetória da perseguição política de Miguel, que é uma reinterpretação literária do pai da autora. Madura, singular, intensa, assim devo resumir a escrita da autora. Wanda, com este livro, mostra as profundezas de uma vida que vira escrita, daí ela se inscrever como uma das mais importantes escritoras do país-ilha chamado Pará. A literatura produzida atualmente nestes chãos nos comove e atrai, como areia movediça e gulosa. Nestes tempos de brutalidades e ignorâncias as mais várias, leiam os dois rapazes e a moça, por favor. É Urgente
- Paulo Nunes
 
O cheiro dos homens, livro do paraense Marcos Samuel Costa, sugere, a partir do título, um romance em que a sensualidade homoafetiva está em primeiro plano na leitura, mas não é apenas disso que se trata. Com texto fluente, ágil e imagético, a narrativa é impregnada do ambiente amazônico, sua abundância natural e de limitações urbanas, como um romance de formação em tom autoficcional e informal. O narrador Diego expõe suas histórias desde o ensino básico até a transferência para a capital e suas novas possibilidades em meio à pobreza periférica, sem sucumbir às dificuldades que enfrenta. Mesmo que cronológica, a narrativa recua e avança com as reminiscências do protagonista e chama atenção por retratar, uma identidade que se afirma de maneira autônoma e impregnada pela cor local, sem ignorar as armadilhas e facilidades do mundo tecnológico. Vencedor do prêmio Dalcídio Jurandir de 2019, o livro tem similaridades com "A palavra que resta", do cearense Stenio Gurgel, e inspira a acompanhar a trajetória do autor, que também é poeta e editor da revista Variações.
- César Garcia Lima
 
A literatura tem o poder de nos informar sobre mundos que não conhecemos ou que recebemos e reproduzimos baseados em valores impostos com toda a carga de julgamentos preconceituosos. Ela é libertadora porque pode nos levar a pensar criticamente sobre possibilidades que as grades morais impõem e engessam nossa percepção. Mais do que isso, ela nos incita a experimentar e construir nossos próprios conceitos e percepções, mas precisamos estar atentos a que paradigmas nos regem e que arquétipos utilizamos como medidas para nossas avaliações.
Comecei a ler O cheiro dos homens incomodado por esse título. Mais incomodado ainda fiquei ao identificar a pegada questionadora e confessional do conceito de gênero que ele carrega, mas fui sendo seduzido pela linguagem poética e profundamente humana que vai se revelando e afirmando no texto. É claro que a afirmação do parágrafo anterior me manteve esforçando-me por praticar uma vigilância epistemológica, ainda que saibamos dos limites desse esforço.
A menção a um dos cinco sentidos e a mobilização dele em todo o texto é de uma profunda sensibilidade e maturidade, em que pese a juventude de Marcos Samuel.
A predominância é absoluta das personagens masculinas e relações entre homens. As mulheres são apenas citadas, com uma representatividade reduzida à mãe e colegas dos ambientes estudantis.
A rígida e poderosa figura paterna é transmutada em fragilidade depois de um evento dramático, primeiramente relatado como um acidente que é inserido com toques de mistério, atiçando a curiosidade dos leitores, o que só se satisfaz no final do texto. O irmão é referido como um porto de afetos, compreensivo e cumplice. O parceiro assumido como amor idílico se destaca quase no final da narrativa, ora com lirismo, ora com uma objetividade que se arrisca no fio da navalha da vulgaridade. As figuras masculinas surgem e se esvaem em desejos inicialmente contidos por barreiras sociais e dores profundas reveladas a pleno como segredos antes guardados a milhões de chaves, fazendo do livro um documento temporal e geográfico muito importante para a compreensão da sociedade.
Narrando em detalhes sentimentos e atos amorosos sem perder a perspectiva estética, Marcos Samuel Costa consegue ser muito expressivo nessa obra que tem nítidos elementos autobiográficos, mas se reveste de marcos psicanalíticos muito bem explorados.
A relação com o espaço vivido vem ricamente ilustrada com detalhes da cidade de Belém e algum lugar do interior paraense (Ponta de Pedras?), eviscerando ambientes como a casa, a escola, a universidade, as ruas, o bairro da Terra Firme.
Quem conhece sabe o peso de uma vizinhança literalmente tóxica em que exalam excrementos e violências humanas comuns ao consumo e tráfico de drogas, o trabalho assalariado e as condições precárias de vida, o burburinho, as caixas de som em elevados tons, o lixo, as oscilações da energia clandestina em cidades em franco crescimento demográfico como é o caso de Belém... Em tudo isso o que se destaca é o cheiro dos homens, suados, fedidos, azedos ou banhados e cheirosos, do pai, dos irmãos, dos amantes... Na intimidade da residência ou no ônibus lotado, os cheiros como principal dos sentidos vão rendendo páginas e páginas que entretêm o leitor...
A estrutura do romance é estrategicamente exposta em um primeiro bloco de 46 capítulos com menos de uma, com duas ou até quatro laudas, tornando a leitura homeopaticamente leve, embora impondo paradas para reflexões, pelo menos para mim que degusto letras como quem saboreia a vida que dali emana em figuras de linguagem ou em retórica objetiva e explícita. A leveza a que me refiro não mascara os incômodos, espantos e sentimentos diversos que o romance cirurgicamente evoca, provoca e expõe. O último desse bloco de capítulos é desconcertante, com o silêncio expressando mais do que qualquer outra forma de falar da morte da... mãe. Mas o livro não se encerra ali. Uma numeração regressiva inaugurando um segundo bloco de capítulos partindo de 12 vai caminhar para um desfecho que inicia no velório da genitora do personagem central, Diego, o reencontro com o pai e ajustes com o irmão Cláudio para resolverem o fundamental: quem e como cuidarão do pai, a partir daquele momento viúvo, fragilizado e sozinho.
É comovente o que se tem como final, exibindo uma maturidade surpreendente na construção do enredo e na sua finalização em que, revelando-se a verdadeira causa do estado de saúde do pai, a adoção de um filho pelo narrador que é desde o início assumido como homoafetivo, e a reconciliação familiar que, embora tendo os conflitos velados durante o romance, se mantinham presentes nas entrelinhas.
Não é nenhum pouco banal que o livro tenha sido premiado pela Imprensa Oficial do Estado do Pará. Os méritos podem ser facilmente encontrados no estilo narrativo intimista, reflexivo, mas sem hermetismo. Ao contrário, é muito corajoso, esclarecedor e honesto! Merece ser lido pelo mais amplo público, para que se desfaçam as escamas do preconceito e prejulgamentos homofóbicos que povoam e ganham força nesses tempos confusos e de pugilatos ideológicos dualísticos e que já deveriam há muito terem sido ultrapassados.
Marcos Samuel Costa, pelo vigor da obra que tem exibido, terá seu reconhecimento ampliado e espero que seja em brevíssimo tempo!
- Gutemberg A. D. Guerra
 
Daquelas páginas provinha um cheiro peculiar, O cheiro dos homens. Cheiro que Marcos Samuel Costa, o autor do Livro premiado, captou. Cheiro que impregnou sua imaginação ao entregar-se plenamente a magia de uma escrita aprofundada nos abismos dos sentimentos.
Os sentimentos deflagrados pela consciência identitária de uma verdade que custava o preço de uma imensa dor a se desvelar no medo angustiante de não ser aceito e amado.
Uma narrativa construída em contos que trazem a relação silenciosa entre filho e pai. Um pai que se presentificava na memória do filho através do cheiro inolvidável das frutas que trazia e impregnava o ambiente da casa. Um pai que coagia e queria que sempre fosse deduzido e adivinhado as coisas que queria. E com isso instalou as tábuas frias do silêncio entre ambos.
O Cheiro dos Homens é um enredo, ou melhor, enredos particularizados de relações. A subjetividade de um menino gay a se tornar homem em luta com a sobrevivência da sua essência. Esta que não é roubada por nenhuma orientação sexual. A essência do homem que sobrevive à selva do preconceito mergulhando vez por outra nos abismos de si enquanto construção humana, na Terra Firme da vida concreta e de enfrentamentos interpessoais.
Se descobrindo, se vendo, se enxergando na relação luminosa de amizade com o seu irmão Cláudio; Na relação de amor com um parceiro de afetos; No aprendizado de criar um filho adotado ofertando seu amor.
O Cheiro dos homens é cheiro de peles, de suores, de vida entre águas, terra firme e esgotos a céu aberto. É a sobrevivência no meio da violência dos próprios homens, céu e inferno alternando os dias. É também a vitória do Amor entre pai e filho se reconciliando através do perdão mútuo. Recomendo a belíssima leitura que na apresentação da Imprensa Oficial do Estado do Pará (IOEPA) menciona o tempo de valorização da Literatura Paraense.
- Ana Meireles

 

 

 

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